Redenção ao coração perdido

Texto por: Barbara Bie
"Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
Marcos 10.45 (ARA)
Redenção é uma das palavras mais preciosas da fé cristã.
Nas Escrituras, ela carrega a ideia de resgate: alguém que estava preso, condenado ou impossibilitado de libertar a si mesmo tem sua liberdade comprada por outro. Essa é a condição em que o Evangelho nos encontra. Não éramos pessoas apenas precisando de uma segunda chance; antes, éramos pecadores incapazes de pagar a própria dívida e de restaurar, por nossas forças, aquilo que o pecado havia destruído.
Então Cristo veio. Jesus disse que o Filho do Homem veio para “dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). Pedro escreve que não fomos resgatados por coisas corruptíveis, como prata ou ouro, “mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18-19).
A grandeza da redenção só pode ser compreendida quando percebemos tanto a profundidade daquilo de que fomos resgatados quanto a grandeza daquele que nos resgatou. Nosso pecado era maior do que poderíamos reparar. Nossa dívida, maior do que poderíamos pagar. Nossa distância de Deus, maior do que poderíamos atravessar. Ainda assim, nenhuma dessas coisas foi maior do que o preço pago por Cristo.
É por isso que a mensagem da redenção é também uma mensagem de esperança para os casos que, aos nossos olhos, parecem impossíveis.
Você já notou que há corações que julgamos endurecidos demais, perdidos demais? Às vezes, consideramos que há histórias tão manchadas pelo pecado que temos dificuldade de imaginá-las redimidas.
O Evangelho, porém, insiste em nos lembrar que não devemos medir o poder da redenção pela profundidade do abismo, mas pela grandeza do Redentor.
Como contar, por meio de uma história, que nenhum coração está perdido demais para ser alcançado pela graça?
Há muitas maneiras de comunicar as Boas-Novas, uma delas é a ficção cristã.
A ficção cristã não substitui as Escrituras, tampouco precisa transformar cada história em um sermão. Ela pode construir mundos e personagens que reflitam verdades que já encontramos na Palavra. Por meio de símbolos, conflitos e jornadas, temas como queda, sacrifício, perdão, esperança e redenção ganham forma diante dos olhos.
Em Aion e a profecia do Sol, uma romantasia distópica cristã, a redenção aparece em meio a um mundo amaldiçoado pelo inverno.
Esse mundo, Aion, vive sob uma tirania. Entre os instrumentos mais temidos do regime tirano estão dez homens conhecidos como Obliteradores, cujas almas e corações foram selados pelo inverno. Eles deixaram de sentir e passaram a existir para uma única finalidade: cumprir as ordens do sistema que os domina.
Entre eles está Estefan, o Quinto Obliterador.
Quando o conhecemos, tudo nele parece apontar para aquilo que já não pode ser recuperado. Seu coração foi tomado pelo inverno, e ele foi enviado para domar a protagonista, uma discípula do Sol. Estefan é um desses que parece “perdido demais”.
Ainda assim, Estefan vive uma jornada de redenção, mostrando-nos, pela ficção, que não existe coração “frio demais” para o calor da graça de Deus.
Talvez nós também conheçamos pessoas para quem olhamos e pensamos que nunca mudarão. Pessoas que parecem frias, endurecidas ou distantes demais. Ou talvez, em determinados momentos, enxerguemos esse inverno dentro de nós mesmos.
Cristo veio buscar e salvar o perdido. Ele pagou aquilo que não poderíamos pagar e fez aquilo que jamais conseguiríamos fazer. Nossa esperança nunca esteve na capacidade de um coração perdido encontrar sozinho o caminho de volta. Nossa esperança está no Redentor.
Porque nenhum coração é frio demais. Nenhuma alma está perdida demais. Nenhum inverno é eterno diante do calor da graça de Deus.
Nas próximas semanas, teremos uma oportunidade especial de conversar sobre essas e outras verdades presentes na ficção cristã. Teremos um clube do livro de Aion e a profecia do Sol.
Se você deseja conhecer Aion, acompanhar a jornada de Althea e Estefan e conversar conosco sobre esperança, fé, redenção e a luz que insiste em nascer mesmo em um mundo tomado pelo inverno.
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por
Rapha Abreu é Jornalista e Produtora cultural, e faz parte da equipe de marketing, redação e produção de conteúdo da Mr. Rocco.


