Toda semana nós falamos sobre um assunto e depois oramos acerca dele. E hoje eu quero te convidar a refletir sobre uma expressão que provavelmente faz parte de quase todas as suas orações: “em nome de Jesus”.
Aprendemos isso desde cedo na igreja. Terminamos nossas orações dessa forma quase automaticamente. Mas será que entendemos o verdadeiro peso espiritual dessa declaração? Porque dizer “em nome de Jesus” vai muito além de uma frase religiosa, é uma postura de submissão, alinhamento e entrega.
Fórmula mágica
“E tudo quanto pedirdes em Meu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei.”
João 14:13,14 (ACF)
Muitas vezes, sem perceber, tratamos essa expressão como se fosse uma senha espiritual para que Deus responda mais rápido ou realize aquilo que queremos. Um “fila preferencial” da oração. Como se bastasse acrescentar “em nome de Jesus” ao final da oração para validar qualquer pedido.
Mas Jesus nunca ensinou isso como uma fórmula vazia.
Perceba o centro de João 14: a glória do Pai. Pedir em nome de Jesus não significa usar Seu nome como exigência dos nossos desejos, mas alinhar nossos pedidos àquilo que glorifica a Deus e está de acordo com a vontade de Cristo.
É como dizer: “Pai, eu apresento isso diante de Ti porque acredito que está alinhado com o coração do Filho, com aquilo que Ele deseja gerar em mim e através de mim.”
Embaixador de Cristo
“Respondeu Jesus: ‘Eu Sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim.”
João 14:6 (NVI)
Jesus é o nosso intermediador diante do Pai. É por meio dEle que temos acesso, graça e relacionamento com Deus.
Quando oramos em nome de Jesus, reconhecemos que não chegamos ao Pai pelos nossos méritos, mas pela autoridade recebida através da cruz. Isso muda completamente a forma como enxergamos a oração.
Pense em um embaixador. Ele não representa seus próprios interesses, mas os interesses do governo que o enviou. Ele responde como um representante das vontades de alguém que está acima dele. Da mesma forma, carregar o nome de Jesus significa representar Seu Reino, Seu caráter e Sua vontade.
“Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em Meu nome.”
João 15:16 (NVI)
Isso nos confronta profundamente, porque nossas orações deixam de ser apenas listas de desejos pessoais e passam a ser diálogos que alinham nosso coração ao coração de Deus.
A oração transforma quem ora
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
Mateus 6:10 (ACF)
Existe uma diferença enorme entre usar o nome de Jesus e viver rendido ao nome de Jesus. A verdadeira oração não tenta convencer Deus a fazer nossa vontade, ela transforma nossa vontade até que ela se pareça com a dEle.
Por isso é tão importante examinar os motivos da oração. Muitas vezes queremos respostas rápidas, enquanto Deus deseja formar algo eterno dentro de nós. Quando paramos de insistir apenas em nossos próprios planos e nos rendemos aos sonhos de Deus, vemos como os planos d’Ele são infinitamente maiores e mais profundos do que aqueles nos quais nos agarramos em algumas orações.
Nossa oração não pode se tornar apenas uma coleção de pedidos vazios. Ela precisa ser um lugar de intimidade, transformação e alinhamento com os passos de Cristo.
Quando encontramos prazer em Deus, nossos desejos não nascem mais dos nossos corações, mas do dEle.
Pedir “em nome de Jesus” é muito mais do que encerrar uma oração. É declarar: “Eu pertenço a Cristo, represento Seu Reino e desejo que a vontade dEle prevaleça sobre a minha.”
E quando entendemos isso, a oração deixa de ser apenas fala e se torna rendição.
“Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.”
Salmos 37:4 (NVI)

