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Alegria circunstancial

Alegria circunstancial

“Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita.”

Salmos 16:11 (NVI)

Vivemos em um mundo que associa alegria a lugares, pessoas, posições e conquistas.

Acreditamos que seremos felizes apenas quando algo mudar: um relacionamento, um ambiente, um cargo ou uma fase da vida. Mas essa lógica carrega uma armadilha silenciosa. Se a alegria vem de fora, ela sempre será instável.

Quando esperamos que o outro nos faça felizes, estamos pedindo algo que ele talvez nem possua. Exigimos que pessoas, igrejas, empregos e situações supram uma necessidade que eles não podem preencher. Essa expectativa gera frustração, abandono e constantes recomeços vazios.

A Escritura nos confronta com uma verdade mais profunda: a alegria verdadeira não nasce das circunstâncias, mas da presença de Deus. Se não cremos nisso, não acessamos o que já nos foi oferecido.

A tentação de desistir

“Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.”

2 Coríntios 5:7 (NVI)

Nós desistimos quando algo deixa de fazer sentido emocional. Essa é uma das maiores tentações em nosso tempo. Quando a alegria parece diminuir, quando o entusiasmo não é o mesmo, acreditamos que algo está errado e então, recuamos. Mas sentimentos não são senhores. Eles variam, oscilam e não sustentam decisões eternas.

A fé não se ancora no que sentimos, mas no que Deus já nos disse desde a criação do mundo. Se Ele não ordenou que você desistisse, então a desistência não é uma opção legítima, ainda que o caminho esteja difícil.

Muitas vezes, Deus não nos chama para sair, mas para permanecer, pois isso também é um ato de fé. Permanecer quando é desconfortável revela maturidade espiritual. A constância também é uma forma de obediência e confiança.

A partir da vitória

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aqu’Ele que nos amou.”

Romanos 8:37 (ACF)

Em alguns momentos do processo, sentimos que não temos mais nada a oferecer. O cansaço chega, as forças parecem esgotadas e a luta se intensifica. Nos sentimos atacados pelo mundo. 

Mas muitas vezes esse ataque espiritual não significa que falta algo dentro de nós, mas sim que tem algo muito poderoso, que incomoda e amedronta aquilo que está contra. Você só precisa buscar mais a presença para crescer cada vez mais espiritualmente, amadurecendo, também, outras área da sua vida e sendo alguém de autoridade acerca da palavra e da presença de Deus.

O que Deus colocou em você incomoda o inimigo.

Não lutamos para conquistar uma vitória futura, lutamos a partir de uma vitória já estabelecida em Cristo. A cruz não foi um empate, foi um triunfo.

Por isso, não desista do seu chamado ou dos sonhos que Deus plantou em você. Busque a voz d’Ele e siga o caminho para o qual Ele te levar. Desista do que não está nos planos d’Ele e trabalhe com ainda mais força em tudo que Ele derramou sobre você. 

Somos filhos, e filhos caminham sustentados pela promessa, não pela sensação. A alegria que vem de Deus não depende do que muda, ela permanece porque Ele permanece.

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